terça-feira, setembro 22, 2009

Estados engavetam verba contra a violência

Estados engavetam verba contra a violência

De 21, só sete investem em programas para reduzir crimes

Dois terços dos estados e quase metade dos municípios brasileiros inscritos no Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) deixaram na gaveta verbas destinadas a ações urgentes contra a violência. Os recursos foram liberados pelo Ministério da Justiça. Mas 14 estados - dos 21 participantes - e 53 municípios - de 109 - deixaram o dinheiro no banco, mostra levantamento da Fundação Getulio Vargas. A verba deveria ir para programas sociais e de reforço da segurança nessas áreas, em que a taxa anual de homicídios é de mais de 29 mortes por 100 mil habitantes - a média nacional é 26,6. ( O Globo)

Do Dois em Cena

 

Falando de Itacaré

 
 
 
 

Não existe inversão de valores, porque não mais existem valores . Sylvain Levy

Não vi. Não sei. Não fiz


Por Sylvain Levy*

Não vi. Não sei. Não fiz

Portanto, não aconteceu. A partir dos fatos ocorridos nos últimos dias, é lícito pensar que essa é a ideia que querem incutir nas nossas mentes.

Porém, se nos reportarmos há alguns anos, mais precisamente a 2005, verificaremos que foi exatamente assim que o Executivo tentou "vender" para a população os fatos conhecidos como escândalo do mensalão.

A denúncia de Roberto Jefferson foi seguida pelas declarações do presidente Lula afirmando "não vi e não sei", e a elas tiveram sequência as declarações dos acusados dizendo "não fiz", complementadas pelos lacaios de plantão, de sempre, concluindo que "se ele não viu e não sabe, e ninguém confessa que fez, então não aconteceu".

Quase deu certo. Alguém não entendeu bem o script e o assunto prosseguiu com denúncias envolvendo 40 pessoas, mas que, se tudo correr como deve, serão impronunciadas por decurso de prazo.

Esse era um assunto do Executivo.

Depois vieram os casos de Renan e Sarney. O teatro foi o mesmo, só mudou o palco, do Palácio do Planalto (Executivo) para o do Congresso (Legislativo).

Faltava o Judiciário, que no glorioso 27 de agosto entrou na cena.

Com a não pronúncia do ex-ministro Antonio Palocci, o Supremo Tribunal Federal transformou o que era movimento de governo em estratégia de Estado.

Não apenas é proibido investigar denúncias ou fatos delituosos. É proibido inserir esses temas na agenda nacional, em qualquer de seus poderes, pois eles não aconteceram.

Nenhum deputado foi flagrado recebendo dinheiro do mensalão, porque não houve mensalão. Ninguém recolheu recursos para pagar o mensalão, porque não houve mensalão.

Renan não usou o amigo para pagar a pensão alimentícia da filha, pois não tinha dinheiro para isso e porque isso não ocorreu. Não tem fazenda, plantel bovino ou apartamentos, pois não tem recursos para tal.

Sarney não usou de atos secretos para indicar ou nomear ninguém, pois esses atos não existiram nem existem. Não tem que explicar nada, porque nada aconteceu.

Palocci não mentiu à Comissão da Câmara dos Deputados, ao dizer que jamais compareceu à casa conhecida como República de Ribeirão Preto, porque foi inocentado pelo Supremo de ter violado o sigilo bancário do caseiro Francenildo.

E assim vamu nóis. A ética das coisas é substituída por essa "coisa" da ética.

Não existe inversão de valores, porque não mais existem valores. Exceto, é claro, aqueles passíveis de mudarem de mãos ou de bolsos.

Esta situação pode colocar a nação — entendendo essa figura como a integração do governo, do Estado, do país físico e do povo — num terreno pantanoso, entre a negação, a loucura e a mentira.

A negação é uma ação psíquica inconsciente utilizada pela mente como defesa de angústia intensa perante um fato que, embora ocorrido, não pode ser reconhecido como tal. A loucura estaria num estágio mais avançado da negação, onde não é possível conhecer da realidade e, por isso, ela não pode ser reconhecida. Quem não conhece não pode reconhecer.

No caso da mentira é diferente. A mentira é antes de tudo uma ação antieconômica da mente, pois ela precisa trabalhar conscientemente duas vezes: a primeira para saber/conhecer e a segunda para negar o sabido/conhecido. Como ambas são ações conscientes, exigem um grande gasto de energia psíquica, associado aos gastos energéticos físicos, como os tremores musculares, a sudorese, a agitação do corpo e das mãos e a dificuldade de fixação do olhar, entre outros sinais de desconforto. São poucos os mentirosos profissionais que conseguem manter a placidez e a imobilidade.

Se o governo e o Estado já estão cooptados e o país não fala, apenas o povo ainda é o elemento de resistência. A continuarem essas práticas, o povo se acumpliciará, não por opção, mas pelo bombardeio incessante da informação deturpada, e aí a música de Chico Buarque terá novo sentido: "Quem jamais esquece não pode reconhecer".

Então não nos restará alternativa a não ser a de ser uma nação de mentira.

Psicanalista, é membro associado da Sociedade de Psicanálise de Brasília

Fonte: Correio brasiliense Via Blog Dois em Cena.

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De Sylvain Levy

Violência e Poder

http://www.spbsb.org.br/forum2/textos/violencia_poder.pdf

Pense grande, faça pequeno

http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=25724

Poder,sofrimento psíquico e contemporaneidade

http://www.spbsb.org.br/forum2/textos/poder_sofrimento_contemp.pdf

sábado, setembro 19, 2009

FEMINICÍDIO

Que sean tus gritos
Que funden tímpanos
Sus cantos cuando busquen,
Miserable, consuelo 

No Blog Mulheres de Juarez  Petição

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Cresce número de assassinatos de mulheres em cidade na fronteira do México

Só neste ano, 88 mulheres foram assassinadas na cidade

O número de mulheres assassinadas em Ciudad Juárez, no Estado de Chihuahua, norte do México, vem aumentando e alcançou sua cifra mais alta em 16 anos. Segundo organizações civis, pelo menos 88 mulheres foram assassinadas na cidade desde o início do ano, o índice mais alto desde que esses crimes começaram a surgir, em 1993.

A maioria dos assassinatos não foi esclarecida e as autoridades dizem que vários seriam consequência de disputas entre traficantes na cidade, que fica na fronteira com os Estados Unidos.As organizações não-governamentais estão em alerta. "É uma cifra muito, muito preocupante e revela que apesar de todas as ações e denúncias feitas, a impunidade continua", disse à BBC Mundo Juan Carlos Gutiérrez, diretor da Comissão Mexicana de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos (CMDPDH).O aumento desses crimes coincide com a polêmica causada pelo presidente Felipe Calderón ao propor a nomeação de Arturo Chávez como promotor geral do país.

Chávez foi procurador em Chihuahua nos anos em que mulheres começaram a ser vítimas da violência na cidade. Organizações de defesa dos direitos humanos o acusam de não ter investigado os crimes.

O fator narcotráfico

Desde o ano passado, a cidade se tornou um campo de batalha dos cartéis de Sinaloa e Juarez, que disputam o controle do tráfico de drogas na região.A procuradora de Justiça de Chihuahua, Patrícia González, definiu a situação como uma "guerra de extermínio" entre os grupos. Mais de 3.000 pessoas foram mortas desde janeiro de 2008.Desde o ano passado, as ONGs advertiram que a disputa entre as quadrilhas iria causar um aumento no número de mulheres assassinadas.

"(Isso ocorreu) por diferentes razões, mas o certo é que o número aumentou como jamais antes", disse à BBC Mundo Mariela Ortíz, fundadora da organização Nuestras Hijas de Regreso a Casa, que agrupa mães de mulheres assassinadas.

Processos internacionais

Desde abril, o governo do México enfrenta um processo na Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pela falta de punição aos assassinos das mulheres.O processo se concentra no caso de três jovens mulheres, cujos corpos foram encontrados em um campo de algodão. Mas o resultado deste processo poderá refletir nos casos de outras 500 vítimas reconhecidas pela Procuradoria de Justiça de Chihuahua.As mães das três mulheres exigem a reparação de danos pelo governo mexicano, não apenas com indenizações em dinheiro, mas também com a punição dos culpados.Também se exige proteção às famílias das vítimas, que vêm sendo ameaçadas há vários anos.Nas audiências realizadas em abril, a procuradora de Chihuahua afirmou que mais da metade dos casos foram solucionados.A sentença poderá ser ditada dentro de um mês, informou o diretor da CMDPDH.Do BBC Brasil

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O feminicídio no México

Railda Herrero - 06-12-2005

Em 19 de setembro de 1998, uma cidadã holandesa tornou-se mais uma vítima dessa rede. Hester van Nierop, de 28 anos, foi assassinada em Ciudad Juárez, no meio do deserto, que se converteu numa das cidades mais violentas do país. Além de mais de 400 mulheres assassinadas, há cerca de cinco mil desaparecidas desde que este fenômeno de horror começou a ser registrado na região de Chihuahua, em 1993.

Os acontecimentos econômicos da década de 90 são a chave para entender a origem desses crimes brutais contra mulheres. A partir da década passada, mulheres jovens e de origem humilde, estudantes, meninas e adolescentes passaram a ser raptadas, mantidas em cativeiros e sujeitas às piores violências sexuais, antes de serem barbaramente assassinadas. As vítimas fazem parte das milhares que se dirigiram, nos últimos anos, à região em busca de ofertas de emprego. 

Atrás de respostas a estes crimes, a instituição Colégio da Fronteira Norte do México descobriu que um quinto destas vítimas havia trabalhado nas 300 montadoras de multinacionais que dominam a economia de Ciudad Juárez. As vítimas, em geral, fazem parte da imensa massa de trabalhadores desqualificados que chega na região, totalizando 300 a cada dia.

No caso das mulheres sozinhas, tornam-se presas fáceis diante da impunidade que grassa na região. Desempregados, marginalizados, prostitutas, traficantes de pessoas e narcotraficantes rondam a área, onde a desigualdade, a pobreza e a falta de justiça são os campos férteis adubados com o sangue de
mulheres.  Leia mais na RNW

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Mortas de Juarez

O documentário Bajo Juarez conta o caso de uma das mulheres assassinadas e em seu desenvolvimento apresenta outros e expõe o testemunho de jornalistas e versões de autoridades policiais que parecem beirar o absurdo

Organizações defensoras dos direitos humanos e de familiares das vitimas dizem que em Juarez foram assassinadas cerca de 500 mulheres desde 1993, grande parte antes sendo violentada e torturada. As hipóteses sobre esses crimes incluem desde cultos satânicos até negócios ligados à pornografia. Também há suspeitas de trafico de órgãos humanos.

Mas um informe de 2006 da extinta Promotoria Especial para a Atenção de Delitos Relacionados com os Homicídios de Mulheres no Município de Ciudade Juarez, criada pelo governo de Vicente Fox (2000-2006), afirmou que "se distorceu a dimensão exata do problema", o que gerou mitos e boatos infundados. As investigações da Promotoria que em seu momento indignou ativistas deram com resultado que na morte violenta de cerca de 400 mulheres não há nenhum padrão de assassinatos em série e que apenas 78 estão relacionados com ataques sexuais

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E no Brasil

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) cerca de 250 mil pessoas são vítimas do tráfico humano nos países da América Latina, sendo o Brasil um dos principais exportadores de mulheres para exploração sexual, especialmente na Europa.

As máfias que atuam no tráfico de seres humanos ultrapassam fronteiras e agem, inclusive assassinam mulheres em território nacional mostrando que esse é um esquema internacional, que envolvem autoridades de diferentes países, que dividem com a máfia o lucro milionário dessa que é a terceira atividade ilegal mais lucrativa produzida pelo capitalismo, através da exploração sexual de mulheres. Na Integra no PCO

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As organizações criminosas especializadas em tráfico de seres humanos mataram pelo menos oito brasileiras em 2009. Houve seis assassinatos na Espanha e um nos Estados Unidos. As vítimas são mulheres que deixaram o país para tentar a vida por meio da prostituição. O crime mais surpreendente, no entanto, ocorreu em território brasileiro, especificamente na capital do país. A morte de uma goiana no Guará revelou que as máfias europeias vinculadas à prostituição internacional não temem a segurança nacional. E dão ordens para aliciadores tirarem a vida daqueles que as ameaçam. No Correio Brasiliense

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23 de setembro - Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças

No Brasil, o tráfico para fins sexuais é, predominantemente, de mulheres e garotas negras e morenas, com idade entre 15 e 27 anos.

O negócio da exploração sexual de meninas e meninos cresce no mundo de maneira incontrolável. Depois do comércio de drogas e de armas, é a atividade mais rentável do crime organizado. O turismo sexual, a prostituição infantil e a pornografia, são as linhas principais desta lucrativa "indústria" presente em todos os cantos do planeta.No Direit.org


Disque 100 - o canal nacional de denúncia da violência, abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.

Infernos com caras de Paraísos

PERDÃO LEITORES, MAS HOJE NÃO TENHO ESTÔMAGO PARA ESCREVER MAIS, VOLTEI DE PORTO SEGURO COMO SE TIVESSE VISITADO O INFERNO  do Imprensa Livre



Que tem a cara de paraíso

O mar, o verde, o clima histórico, a descontração, tudo isso contribui para que Porto Seguro seja uma cidade muito agradável. Mas quem apenas olha superficialmente não pode enxergar, nem imaginar, o quanto há de podre nesse lugar.

Na cidade onde nasceu o Brasil, o Estado Democrático de Direito está sendo violentado covardemente.

É repugnante.

Quero escrever sobre o que fiquei sabendo, sobre o que as pessoas dizem nas ruas. Mas ainda não encontrei clima. Faço isso depois. Há muito o que dizer e comentar. Revelações bombásticas, depoimentos que comovem.

Mas hoje nem vou dormir em casa, preciso refletir sobre tudo isso com certa tranquilidade.

Espero que os loucos e psicopatas também durmam esta noite sem fazer mal a ninguém mais.

Espero também que os fatos acontecidos em Porto Seguro amadureçam a sociedade e a torne mais pacífica, menos hipócrita.

Embora Freud tenha dito que sem hipocrisia não existiria a civilização
 
Do Imprensa Livre
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Deus sabia o que fazia quando expulsou os homens e mulheres do paraíso, então só restou aos demônios forjarem paraísos para atraírem os incautos!

quarta-feira, setembro 16, 2009

sei...

"Tem muita gente aí... Se vocês forem assim, vão achar que não precisaram de mim para livrá-los. Mande embora aqueles que eu ordenar..."  Deus e Gideão

Menina estuprada em Itacaré

Segundo informações, a menina tem 9 anos, o criminoso estuprador se entregou a Policia por medo de linchamento.
Acontece no silencio do que denominam de Paraíso

Shana Tova 5770 Feliz Ano Novo

Shana Tova 5770 Feliz Ano Novo


Shana Tova! Assim dizem os judeus no dia de hoje.

Feliz Ano Novo! Assim dizemos para todos os amigos!

CNJ investiga o juiz que classifica a Lei Maria da Penha de monstrengo tinhoso

CNJ investiga juiz que criticou Lei Maria da Penha

O Conselho Nacional de Justiça decidiu, nesta terça-feira (15/9), investigar o juiz Edilson Rumbelsperger Rodrigues, conhecido por ter chamado a Lei Maria da Penha de "regras diabólicas" e ter dito que as "desgraças humanas começaram por causa da mulher". Por fim, Rodrigues ainda classificou a Lei Maria da Penha de "monstrengo tinhoso".

O CNJ abriu Processo Administrativo Disciplinar depois que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais arquivou o caso. O processo ainda não foi analisado no mérito, mas o relator Marcelo Neves adiantou que "trata-se de uma denúncia grave de discriminação à mulher". A decisão de abrir a processo disciplinar foi unânime.

O conselheiro disse, ainda, que o caso deve ser julgado em breve. "O processo já está nem instruído", disse Neves. Segundo o relator, o juiz está passível de sofrer as punições do artigo 41 da Lei Orgânica da Magistratura. Pela lei, o magistrado que utilizar linguagem imprópria poderá ser advertido, censurado e até mesmo demitido. Na sessão desta terça-feira, os conselheiros do CNJ chegaram a discutir a possibilidade afastar o juiz preventivamente. O afastamento, contudo, será discutido somente no julgamento do mérito.

O CNJ analisará se as declarações de Rodrigues são ofensivas ao público feminino. Em uma sentença, por exemplo, o juiz escreveu que o "mundo é masculino". Além disso, chamou a Lei Maria da Penha de inconstitucional e se recusou a aplicá-la. Os conselheiros discutirão se os termos usados pelo juiz foram ofensivos. O CNJ, contudo, não poderá discutir o mérito da sentença – mesmo que decidam que o texto foi agressivo à honra das mulheres.

Por ser um órgão de controle administrativo, o CNJ não pode tratar das questões criminais das declarações do juiz ou em relação aos processos sentenciados por Rodrigues. Mesmo assim, o conselheiro Marcelo Neves disse que o caso do juiz de Sete Lagoas é análogo a racismo — considerado pela lei crime inafiançável. "É uma situação grave de preconceito, análoga à discriminação racial. Só que nesse caso é uma discriminação de gênero", disse o relator.

As declarações do juiz Edilson Rumbelsperger Rodrigues foram publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo, em 2007. Em uma sentença, o juiz escreveu que o controle sobre a violência contra a mulher tornará o homem um tolo. "Para não se ver eventualmente envolvido nas armadilhas dessa lei absurda, o homem terá de se manter tolo, mole, no sentido de se ver na contingência de ter de ceder facilmente às pressões", escreveu o juiz.

Nas decisões, o juiz também demonstrou receio com o futuro da família. "A vingar esse conjunto de regras diabólicas, a família estará em perigo, como inclusive já está: desfacelada, os filhos sem regras, porque sem pais; o homem subjugado."

Revisão Disciplinar 2008.10.00.000355-9

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Para juiz, Lei Maria da Penha é um conjunto de regras diabólicas

O juiz Edilson Rumbelsperger Rodrigues de Sete Lagoas, Minas Gerais, considerou inconstitucional a Lei Maria da Penha e rejeitou pedidos de medidas contra homens que agrediram e ameaçaram suas companheiras. Para o juiz a lei é "um conjunto de regras diabólicas", segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo. A lei é considerada um marco na defesa da mulher contra a violência doméstica.

"Ora, a desgraça humana começou no Éden: por causa da mulher, todos nós sabemos, mas também em virtude da ingenuidade, da tolice e da fragilidade emocional do homem (...) O mundo é masculino! A idéia que temos de Deus é masculina! Jesus foi homem!".

Em uma de suas decisões, ele sugeriu que o controle sobre a violência contra a mulher tornará o homem um tolo e demonstrou receio com o futuro da família. "A vingar esse conjunto de regras diabólicas, a família estará em perigo, como inclusive já está: desfacelada, os filhos sem regras, porque sem pais; o homem subjugado." Ele chama a lei de "monstrengo tinhoso".

Rodrigues criticou ainda a "mulher moderna, dita independente, que nem de pai para seus filhos precisa mais, a não ser dos espermatozóides". Segundo apuração da jornalista Silvana de Freitas, que procurou ouvi-lo, o juiz usou uma sentença-padrão, repetindo praticamente os mesmos argumentos nos pedidos de autorização para adoção de medidas de proteção contra mulheres sob risco de violência por parte do marido. A 1ª Vara Criminal e de Menores de Sete Lagoas informou que ele está de férias e que não havia como localizá-lo.

Sancionada em agosto de 2006, a Lei Maria da Penha (nº 11.340) aumentou o rigor nas penas para agressões contra a mulher no lar, além de fornecer instrumentos para ajudar a coibir esse tipo de violência. Seu nome é uma homenagem à biofarmacêutica Maria da Penha Maia, agredida seguidamente pelo marido. Após duas tentativas de assassinato em 1983, ela ficou paraplégica. O marido, Marco Antonio Herredia, só foi preso após 19 anos de julgamento e passou apenas dois anos em regime fechado.

Em todos os casos em suas mãos, Rodrigues negou a vigência da lei em sua comarca, que abrange oito municípios da região metropolitana de Belo Horizonte, com cerca de 250 mil habitantes. O Ministério Público recorreu ao TJ, conseguiu reverter um caso e agora aguarda que os outros sejam julgados.Do Conjur.

No Blog Lei Maria da Penha

segunda-feira, setembro 14, 2009

Papa Bento XVI disse que a fé não é suficiente é preciso amar ao próximo

O papa Bento XVI disse  que a fé não é suficiente e, por isso, é preciso amar ao próximo, já que quem não ama a seus irmãos não é um verdadeiro fiel, uma vez que "Deus não vive" nesta pessoa.

Afirmou que "Jesus não veio nos ensinar filosofia, mas mostrar um caminho, o caminho que conduz à vida".
"Este caminho", ressaltou Bento XVI, "é o amor, que é a expressão da verdadeira fé. Se uma pessoa ama o próximo com o coração puro e generoso, quer dizer que realmente conhece Deus".

"Se, por outro lado, diz que tem fé, mas não ama a seus irmãos, não é um crente de verdade, Deus não vive nesta pessoa", acrescentou.
 Leia no A Tarde

OVERDOSE

OVERDOSE por Reinaldo Azevedo

Há poucos dias, vocês viram o patético Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente, sobre um palco, numa cidade em Goiás, a fazer o que entendi e entendo ser a apologia da maconha — não venham me dizer que ele apenas defendia a descriminação da droga. As palavras fazem sentido. Ontem, no Fantástico, o ator Fábio Assunção falou de seu drama pessoal, das dificuldades de deixar o vício — no seu caso, a cocaína, cujo nome não pronunciou —, de como ele ameaçou destruir a sua vida profissional, das dificuldades pessoais para superar a fase barra-pesada… Assunção é uma estrela da TV, pessoa admirada por milhões de brasileiros, com condições financeiras de bancar a recuperação. No universo dos viciados, é uma exceção. Não fossem outras evidências, que estão em todo canto, um caso como esse deveria servir de matéria de reflexão àqueles que defendem, em razão de uma variada gama de equívocos, a, sei lá como chamar, "descriminação" da maconha.

Escrevo este "sei lá como chamar" porque, no Brasil, o consumo da maconha já não é crime. Basta ler a Lei Antidrogas. Aquela história dita pelo "não careta" Minc no palco — a Argentina teria uma legislação mais "avançada" do que o Brasil — é só mais uma bobagem dita por este senhojr. Uma dentre tantas e tão formidáveis de que ele é capaz. Naquele país, a Corte Suprema tomou uma decisão; aqui, temos lei escrita mesmo. E ela vale, ATENÇÃO, PARA QUALQUER DROGA, NÃO SÓ PARA A MACONHA. Portar qualquer substância — basta ler o artigo 28 — que seja apenas para consumo pessoal não dá cadeia nem processo para ninguém.

Se apóio esta lei? É claro que não! Eu a considero estúpida. Quem consome drogas ilícitas é um elo do crime, do narcotráfico. E ponto final. Se ela está doente e caso se considere em tal condição, então de buscar tratamento. Isso porece ser insuportavelmente reacionário, claro, claro… Nesse caso, estou com Maurício Funes, o esquerdista presidente de El Salvador, que defendeu esta mesma posição em entrevista à VEJA. Seu país, como o Brasil, sofre os efeitos sociais danosos do narcotráfico.

É uma burrice pensar que alguém com a projeção de um Marcos Assunção só se viciou em cocaína porque ela é proibida, o que excita, então, sei lá, a imaginação transgressora, despertando, eventualmente, forças autodestrutivas etc. Essas coisas não são da minha área. Que fiquem para os especialistas nas ciências da psique e do comportamento. Se aquela droga fosse legal, estaríamos diante de um flagelo social, moral, ético e, claro, para a saúde pública. Ignorar que a descriminação levaria a uma explosão de consumo corresponde a negar uma obviedade explicitada pelo consumo das drogas legais.

As pessoas que acreditam que lidar com maconha, cocaína ou qualquer uma das outras drogas ilícitas é coisa tão simples quando amarrar uma blusa à volta da cintura e sair a dizer banalidades ignoram o óbvio: boa parte das drogas lícitas já é, sim, um flagelo social. É o caso do álcool, o principal fator de morte no trânsito; é o caso do tabaco, que mata milhões de pessoas de infarto e câncer. Por que seria diferente com essas outras drogas? Por que elas também não se popularizariam, dado que haveria uma queda brutal do preço? Se, hoje, correndo algum risco, uma parte dos adolescentes ultrapassa o temor de lidar com a bandidagem e compra o fumo, o pó, a pedra, imaginem se isso tudo fosse oferecido livremente na primeira esquina. NÃO HÁ, E GOSTARIA QUE ALGUÉM DESENVOLVESSE, ENTÃO, TESE CONTRÁRIA, UM MISERÁVEL ARGUMENTO QUE NEGUE A LÓGICA DO PROCESSO.

O que toda essa gente esconde de escandaloso é o fato de que já foi crime ser apanhado com droga no Brasil. Deixou de ser desde a lei 11.343, de 23 de agosto de 2006. E nada mudou. Ou melhor: piorou! A situação só se agravou. À medida que o consumidor perde o receio, é evidente que aumenta a demanda dos e pelos fornecedores: os traficantes.

"Ah, mas proibir joga as drogas no colo do crime". Trata-se de uma argumento boçal na sua simplicidade. Qual é a inferência? Que o sujeito que se dedica ao narcotráfico passaria a ser um trabalhador honesto se a droga fosse legalizada? Ele só vai mudar de ramo. NÃO É A DROGA QUE O TORNA UM CRIMINOSO. Ele decidiu ser um criminoso. A droga é apenas uma ilegalidade à mão. Sem ela, escolheria outra coisa. E como acabar com isso? Bem, eu acredito firmemente no binômio educação-repressão. Dê escola a quem precisa de escola e cadeia a quem precisa de cadeia. Um dos problemas do Brasil é que demagogos das mais variadas colorações deram para achar que esses termos são permutáveis. Sei que isto ofende o idealismo dos engenheiros de gente, que acreditam que o ser humano será sempre bom se o sistema for bom, mas o fato é que há pessoas que gostam de ser criminosas — ser criminoso é uma escolha: no Brasil, na Suécia ou na Dinamarca. A criminalidade varia de acordo com condições objetivas; uma delas é a certeza de punição e ou de impunidade. Também nesse particular suecos e brasileiros vivem realidades distintas, não é?…

E deixo aqui registrado o meu pedido aos defensores da descriminação da maconha: é preciso ter, então, ao menos, a honestidade intelectual de defender a descriminação de todas as drogas. Ou que motivo se vai alegar para manter proibidos a coca, a heroína, o crack e o ecstasy? Ora, não se tratava de uma forma de combater o narcotráfico? Liberando-se só a maconha, um mínimo de raciocínio econômico evidencia que o crime se tornaria mais robusto. Porque a contrapartida da queda do preço da maconha seria a elevação do preço das outras drogas. E ninguém deixa de cheirar pó só porque ele anda pela hora da morte…

Parece que Fernando Grostein Andrade filma os debates que FHC faz aqui e ali sobre a questão das drogas e pretende fazer um documentário. É mesmo? Seria lançado também no ano que vem, junto com Lula, o Filho do Brasil? Seria realmente um momento único para o imaginário popular: o tucano a debater a questão sociológica das drogas etc, e Lula pintando como milagreiro do povo, o advento, o novo Messias.

É muita droga ao mesmo tempo!

Trata-se, definitivamente, de uma overdose!

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Se você não viu ontem no Fantástico, clique aqui
Via Dois em Cena

domingo, setembro 13, 2009

Por que os brasileiros não falam por Paulo Pavesi?

PAULO PAVESI BRASILEIRO, asilado na Italia no seu  Blog A verdade Nada mais que a Verdade nos diz como foi Um ano de asilo humanitário
 
Por que o Brasil se cala ao Tráfico de Órgãos?
 
Por que Paulo Pavesi está asilado na Itália?
 
Quer saber? Escreva para os Caras e pergunte.

e-mails : www.emaildenuncias.blogspot.com

Senado Federal: Alô Senado - Câmara Federal: Fale com o deputado: - Supremo Tribunal Federal – Central do Cidadão -

Este é o texto do Paulo Um ano de asilo humanitário
 
No dia 10 de Setembro de 2008, eu estava em Milão participando do julgamento que definiria o meu destino aqui na Itália, ou fora dela. Dia 9 foi o meu aniversário. E depois de 2 horas de audiência naquela corte, por unanimidade, me concederam o asilo.

Neste ano, comemorando 1 ano de asilo e alguns anos de vida, me deparei com o julgamento de Cesare Batistti, e é inevitável a comparação. Vejamos:

Eu entrei legalmente na Itália, com os documentos originais e satisfatórios à imigração.
Cesare Batistti entrou ilegalmente no Brasil, e para isso, falsificou documentos.

Eu sai do Brasil e vim para a Itália porque denunciei um grupo mafioso de tráfico de órgãos que matou o meu filho do qual fazem parte políticos respeitáveis (tão respeitáveis quanto José Sarney) e médicos renomados (tão renomados quanto Abdelmassih). Fui perseguido pelo Ministério Público Federal durante 7 anos.

Cesare Batistti deixou a Itália depois de fugir da cadeia. Condenado à pena perpétua pelo assassinato de 4 pessoas, Cesare fugiu para vários países até encontrar apoio no Brasil. O Ministério Público Federal apóia Batistti.

Eu entrei na Itália sem conhecer ninguém, e comigo trazia apenas documentos, filmes e gravações que comprovavam a minha denúncia.
Cesare Batistti entrou no Brasil com o apoio de um sistema de "inteligência". O passaporte usado por Batistti estava marcado e houve um esquema para que ele passasse sem ter qualquer problema (fato narrado por ele).

No julgamento do meu pedido de asilo, não havia nenhuma comissão de direitos humanos, e ninguém estava preocupado com a minha situação. Não havia manifestantes e nem faixas pedindo para a Itália que me deixasse ficar. Não havia dentro do tribunal ninguém gritando a meu favor.

No julgamento de pedido de asilo de Cesare Batistti, havia um grupo munido de faixas e cartazes, pedindo para que Cesare Batistti recebesse o asilo do estado brasileiro. Ministros, deputados e militantes da esquerda estavam lá para apoiar Batistti. Dentro do tribunal, pessoas gritavam em favor de Batistti.

No julgamento do meu pedido de asilo, eu não tinha advogado. Precisava convencer a corte com as provas que eu tinha em mãos e com o meu italiano precário.

No julgamento do pedido de asilo de Cesare Batistti havia um advogado em sua defesa, e muitos outros advogados importantes trabalharam por ele sem cobrar nada. Cesare não precisou dar explicações. Alguém o fez por ele.

Luiz Eduardo Greenhalgh foi meu advogado no início do caso Paulinho. Mas ele não fez nada por mim e nem pelo meu filho e estranhamente não permitia que o caso chegasse a imprensa. Algumas vezes sua equipe chegou a perder prazos.

Luiz Eduardo Greenhalgh foi advogado de Cesare Batistti. Ele fez de tudo pelo assassino usando de todos os meios para obter e intimidar a "justiça", inclusive a imprensa.

A imprensa não falou do meu asilo político, pois sou insignificante. Não matei ninguém. Eu consegui provar mais uma vez, que meu filho foi assassinado por médicos para fins de tráfico de órgãos.

A imprensa transmitiu ao vivo, via tv, radio e internet, o julgamento de Batistti. Ele é importante. Matou 4 pessoas. Até agora ele não conseguiu provar que não participou dos crimes. Todos sabem o que ele fez, pois o processo aqui na Itália está recheado de provas e testemunhas.

Eu sou considerado pelo governo brasileiro, um débil mental, cujas acusações (já comprovadas) não devem ser consideradas. Só para lembrar, eu acuso o governo de bancar financeiramente os traficantes de órgãos, além de proporcionar-lhes emprego e a total impunidade. (e provei)

Cesare Batistti é considerado pelo governo brasileiro, um intelectual e escritor, cujas condenações na verdade, dão conta de se tratar de um vagabundo assassino que usou a política para tentar se safar, assim como fazem os vagabundos políticos brasileiros.

Pensando em tudo isso, não teria sido melhor ter matado os assassinos do meu filho?

Talvez.

Mas ainda acho que - mesmo sendo necessário estar distante do Brasil - lutar por justiça de mãos limpas é o melhor caminho. Violência é para fracos. Minhas filhas dormem tranquilas apesar da minha situação. E os filhos dos assassinos? Como dormem?

Menina estuprada em Itacaré

Segundo informações, a menina tem 9 anos, o criminoso estuprador se entregou a Policia por medo de linchamento.
Acontece no silencio do que denominam de Paraíso

sábado, setembro 05, 2009

Querem minha morte é evidente! Ana Maria C. Bruni Itacaré- Bahia

Querem minha morte é evidente! Ana Maria C. Bruni Itacaré- Bahia

A Corja não desiste.Não conseguiram me exterminar. Não conseguiram que eu deixasse a cidade de Itacaré. Não conseguiram me calar.
Mas não desistem como descarados e criminosos que são.Querem minha morte é evidente!
Soube no final da tarde, nesta cidade sem jornal ,que uma matéria postada num dos meus Blogs Territorio Itacare sobre a prisão de um traficante está sendo distribuída pela cidade como se fosse de jornal.
Para complementar o " orelha seca"  como denominam o difamador criminoso divulga que eu é que entreguei o tal traficante para a policia!
 
Então vamos esclarecer:
A matéria não é minha, é de outro blog e tem o link . Acrescentei elogio a nova delegada de Itacaré.
Estou há 3 anos denunciando policiais da civil, da militar e a corja que se infiltrou em minha vida e não querem me escutar, nem investigar.
Não conheço os traficantes de Itacaré, muito menos este que foi preso.
Itacaré é uma cidade muito pequena, se quiserem prender realmente estes traficantes prenderão como assim fizeram com este da matéria.
Itacaré não merece ser considerada o paraíso das drogas.
Combato as drogas em minhas postagens pois vejo o mal que elas trouxeram para esta cidade.
 
Então vamos deixar bem claro! Os criminosos que eu tinha de denunciar já foram denunciados.
Para A Corja  que pretende com mais esta armação que eu sofra retaliações agora por parte de traficantes ,certamente denunciados ou envolvidos com eles ,desejo que continuem para sempre nestas terras infernais e jamais alcancem o paraíso.E um lembrete, estes caras reconhecem seus iguais!
 
Então a armadilha está feita, quando acabarem comigo será mais um daqueles casos baianos sem solução. Quem será o culpado?  A corja, os antigos policiais desta cidade ou os traficantes?
 
Vamos a luta Imundos
Ana Maria C. Bruni
Itacaré- Bahia

sexta-feira, setembro 04, 2009

O patriotismo nosso de todo o dia

Independência ou morte social e econômica

No dia 7 de setembro de 1822 o Brasil declara-se independente da coroa portuguesa para se tornar um país livre e soberano, portanto, no dia 7 de setembro, a nação brasileira comemora o dia da independência.

Porém, qual independência comemoramos? Mais um feriado nacional a ser comemorado por uma sociedade que se diz "patriota e supostamente independente", que faz cálculos para ver se a data cairá próxima a um final de semana para que se tenha um feriado prolongado.

Temos uma constituição que prevê a instituição de um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bemestar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, garantindo-se, ainda aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.

Por isso, torna-se prioridade fazer um apelo a todos os Brasileiros para algumas reflexões através do seguinte questionamento: Quais são os direitos previstos na constituição que temos hoje?

Direitos que garantem que nossa população, sejam idosos, jovens ou crianças, morram sem atendimento médico nas filas de hospitais públicos.

Direitos que garantem 4 meses de trabalho por ano, apenas para pagar impostos, em um Pais que possui o privilégio de se destacar internacionalmente por ter a maior carga tributária do mundo, hoje em aproximadamente 40% (quarenta por cento) de tudo que se produz internamente (PIB); Direitos que garantem ações meramente políticas e demagógicas, criando cotas em universidades públicas se valendo de preconceitos como a distinção de raças em que se menospreza a condição intelectual do individuo pela cor de sua pele.

Direitos que garantem, que, o cidadão não retorne para sua casa, ou mesmo sem sair se torne vítima de um "bala perdida" por falta de uma política que direcione recursos apropriados para a segurança social. Isto envolve também uma política mais séria e determinante nos quesitos condição social e educação. Vemos a impunidade imperar e o crime se organizar e muitas vezes somos governados por poderes paralelos.

Na realidade, infelizmente, pode-se enumerar diversas garantias de direitos não oficiais e negativas em uma sociedade que se diz em "desenvolvimento" e que perde a batalha para um "mosquito" como o caso da dengue, para que a municipalidade recebe mais verbas para a saúde, que via de regra são desviadas para outras finalidades.

Sabe-se que nosso País possui uma das economias mais rica do mundo, somos o maior produtor e exportador de trigo, soja, carne bovina, café, minério de ferro, celulose etc. Mas infelizmente a nação se vangloria por valorizar a produção e exportação de "craques de futebol", fator este que orgulha uma sociedade portadora de uma cultura pobre imposta por uma política covarde.

Um Pais que é auto-suficiente em produção de petróleo, a matriz energética do mundo, um País que possui tecnologia de ponta na geração de combustíveis alternativos, sendo um bom exemplo para o resto do mundo e mesmo assim, pagamos o combustível mais caro da América do Sul; pagamos os impostos mais elevados do mundo que somados aos problemas sociais temos um indicador cruel chamado "Risco Pais" que influencia diretamente no Índice de Desenvolvimento Humano - IDH.

Uma nação onde a classe trabalhadora é referenciada por um salário mínimo, onde esse salário deveria suportar todas as necessidades básicas de um cidadão, mas que não suporta o mínimo do direito a alimentação básica, muito menos ao direito a saúde, segurança, educação e ao lazer, dentre outros.

Qual o direito a diversão, a arte, quando não temos nem mesmo como pagar as contas básicas de água a luz e dependemos de uma cesta básica doada pela empresa que trabalhamos para complementar o sustento de nossas familias? Qual o direito de adquirir um produto novo, uma geladeira, quando comprando a prazo, pagamos o dobro do preço por conta da altíssima taxa de juros praticados por bancos e instituições financeiras, sempre amparados pelo governo, que deveria zelar pelos direitos da população? Qual a igualdade e justiça que temos hoje? Quando os julgados, são detentores de mandatos políticos, nunca são penalizados de acordo com os preceitos da Lei, que penaliza alguém que comete um furto de uma lata de leite em pó, para que seus filhos(as) não passem fome, ou o que tenta a todo custo, como ambulante nas ruas, sustentar sua família vendendo produtos sem nota fiscal e assim, formalizando a economia informal.

Qual inviolabilidade do direito a vida que temos? Qual o direito a liberdade que temos?

Qual o direito a igualdade que temos? Qual o direito a segurança que temos? Qual o direito a propriedade que temos?

É por pensar que o Brasil nunca sairá do quadro vergonhoso em que se encontra que a sociedade brasileira, não se mobiliza ou simplesmente desconhece o seu dever cívico e moral de tomar uma atitude, usando, na maioria das vezes, o famoso jargão "isso não é da minha conta".

A sociedade é a única responsável por tudo isso, respaldada pelo estado democrático de direito através do voto.

Ser patriota e comemorar a Independência vai muito alem de honrar nossa Bandeira apenas em copas do mundo quando a maioria da população reverencia seu símbolo nacional na janela de suas casas e nos seus carros.

Portanto, se realmente amamos a nossa pátria, amamos a nós próprios, amamos a nossa família, devemos praticar nosso patriotismo todos os dias do ano e por que não recomeçarmos no próximo dia 7 de setembro, estando em qualquer local do pais, indo para as ruas, ocupando praças, convocando a sua comunidade, seus familiares, seus amigos, igrejas, instituições, partidos políticos, agremiações etc, afim de mostrarmos a nossa indignação e vontade de acertar o cenário político social do Brasil não só contra a corrupção impregnada, mas também, contra a falta de direitos básicos justos e perfeitos na vida de uma sociedade.

Em resumo, a independência de uma nação não se faz com belos discursos de palanque frases de efeito ou artigos como este. A independência de uma nação se faz através de atitudes coesas com a responsabilidade de gerir uma sociedade saudável, livre de discriminações, injustiças e desigualdade o que a tornará verdadeiramente livre.

Sandro Ronaldo Rizzato*Advogado do escritório Advocacia Rizzato

Richard Moreira*Economista

Do Migalhas

quinta-feira, setembro 03, 2009

Fechados os portões do Paraíso de Itacaré

 

Acontece em Itacare Bahia l

 
 

Virus entre Virus

 
 
 
 
 
 
 
 
E a VARA pensou que escaparia!
Não esqueçam queremos mais lama, mais festas e principalmente muitos apertos de mãos!
Sem máscaras é claro!

Itacaré com o maior indice de Meningite Meningocócica da Bahia

Meningite já matou 87 na Bahia em 2009

Chega a 768 o número de casos confirmados de meningite na Bahia neste ano. 87 pessoas morreram vítimas da doença no estado. 36 municípios registram meningite Meningocócica, uma das formas mais perigosas da doença.

No sul da Bahia, há registro de mortes em Itabuna e Ilhéus. A situação também é preocupante em Itacaré. Apesar de não ter registrado nenhuma morte neste ano, o município têm um dos maiores índices de Meningocócica, 7,4%.

Itabuna registra índice de incidência de Meningocócica de 0,5%. Em Ilhéus a incidência é de 1,8%. Essa forma da doença já matou quatro pessoas neste ano nos dois municípios. Em Ilhéus, das quatro que contraíram a Meningocócica, três morreram. A doença foi responsável por 30 das 87 mortes, sendo 19 ocorridas em Salvador. A capital registrou 65 casos da meningite Meningocócica. A Região.

Boletim

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E o mais dramático é que a população desconhece os sintomas e nem sabe o que é Meningite!
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O que é?
É uma inflamação das meninges, as membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. É causada, principalmente, por vírus e bactérias, o que faz com que existam vários tipos de meningites. Nem todas, no entanto, são contagiosas ou transmissíveis, mas qualquer tipo de meningite precisa ser comunicada às autoridades sanitárias, pelo médico ou pelo hospital onde o paciente está internado.

O que causa a doença?
Uma das causas mais comuns são as infecções virais (depois de uma gripe, por exemplo, ou como uma complicação em pessoas com herpes simples . O tipo considerado realmente sério – podendo resultar muitas vezes inclusive em morte ou em danos no cérebro – é a meningite causada por bactérias. Especialistas chamam a atenção para o fato de a doença poder ser originada também por fungos, alergia a medicamentos e tumores.

É uma doença de criança?
Em princípio, contrai-se meningite em qualquer idade, mas as estatísticas mostram que crianças menores de 5 anos são as mais atingidas. Os bebês de 6 meses a 1 ano são apontados como os mais vulneráveis ao meningococo (uma das bactérias causadoras de meningite) porque geralmente ainda não desenvolveram anticorpos para evitar o desenvolvimento da doença.

Sinais e sintomas
A meningite que mais chama a atenção pela gravidade é a meningocócica, que requer que todos estejam alertas para os sinais e sintomas para que seja diagnosticada e tratada com rapidez. Quanto mais rápido o diagnóstico e o tratamento, menores as chances de o doente ficar com seqüelas. Os sintomas mais comuns são febre alta, muita dor de cabeça, (este sintoma pode não estar presente desde o início), dificuldade de fazer movimentos com a cabeça (rigidez na nuca), manchas cor de vinho na pele, desânimo e fotofobia (desconforto nos olhos com a luz). Nos bebês, moleira elevada (como se tivesse um galo na cabeça da criança), inquietação, movimentos involuntários e moleza no corpo são alguns sinais possíveis.

Como se transmite?
É normalmente através da fala, tosse, espirros e beijos que o meningococo passa de uma pessoa para outra. Pode-se transmiti-lo sem que se esteja doente.

Como combater a doença?
Existem vacinas contra alguns tipos de Meningite Meningocócica porém elas não são eficazes em crianças menores de 18 meses. Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, em crianças maiores de 18 meses e em adultos a proteção da vacina dura de 1 a 4 anos e, por esse motivo, elas não fazem parte do calendário de vacinação, não estando disponíveis nos postos de saúde de diversos estados. A forma de combate da meningite depende da causa. No caso do meningococo, são usados antibióticos (entre outras medicações, de acordo com o estado do paciente). Todo o tratamento, porém, é mais eficaz quanto mais rápido for iniciado. Daí a necessidade de procurar imediatamente ajuda médica, sempre que houver suspeita, para que haja uma boa avaliação do paciente. Pode haver necessidade de avaliação, e até tratamento preventivo, também das pessoas que conviveram mais diretamente com o doente.

Que fazer ao desconfiar que alguém está com meningite?
Procure imediatamente um médico para um diagnóstico seguro e tratamento eficiente. Especialistas na área pedem que você não mande seu filho à escola, caso tenha febre muito alta. Procure descobrir com auxílio de um médico a causa da alta temperatura. Uma vez confirmada a meningite, a direção da escola deve ser avisada. Outra informação importante: após a alta do paciente não existe mais perigo de contaminação, portanto não há motivos para não voltar a freqüentar às aulas, muito menos motivos para discriminação. Também não é preciso fechar escolas que registrem casos de meningite porque o agente causador, o meningococo, não vive no ar ou nos objetos. Além disso, nem todos que entram em contato com o meningococo ficam doentes.

Que seqüelas a meningite pode deixar? As seqüelas podem ser muitas e vão desde dificuldades no aprendizado até a paralisia cerebral, passando ainda por defeitos físicos, como a surdez parcial ou completa.  Do Pai Legal

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Meningite, infecção no cerébro

O que é? Meningite (MGT) é uma infecção das membranas (meninges) que recobrem o cérebro por elementos patológicos como: vírus, bactérias, fungos ou protozoários. Quando ocorrer comprometimento concomitante do tecido cerebral, pode ser denominado de meningoencefalite.

Como se adquire? A aquisição da infecção está relacionada ao tipo de germe associado. Geralmente, pode estar associado a um quadro infeccioso respiratório, podendo ser viral ou bacteriano, otites (infecção do ouvido) , amigdalites (infecção na garganta), trauma cranioencefálico (germes colonizadores da cavidade nasal podem adentrar a cavidade craniana e contaminar as meninges). Estados de imunossupressão, como aqueles desencadeados pela infecção pelo HIV, podem tornar o indivíduo mais suscetível a apresentar este tipo de doença, principalmente quando a meningite for desencadeada por fungos ou protozoários.

O que se sente? O quadro clínico da MGT é caracterizado por: cefaléia intensa, náuseas, vômitos e certo grau de confusão mental. Também há sinais gerais de um quadro infeccioso, incluindo febre alta, mal-estar e até agitação psicomotora. Além disso, podemos observar a tradicional "rigidez de nuca", um sinal de irritação meníngea. Em crianças, o diagnóstico pode ser mais difícil, principalmente nas menores, pois não há queixa de cefaléia e os sinais de irritação meníngea podem estar ausentes. Nelas, os achados mais freqüentes são: febre, irritabilidade, prostração, vômitos, convulsões e até abaulamento de fontanelas.

Como o médico faz o diagnóstico? O diagnóstico é feito pela anamnese e exame físico completo do paciente. A confirmação diagnóstica das meningites é feita pelo exame do líquor, o qual é coletado através de uma punção lombar (retirada de líquido da espinha). Exames de imagem, sobretudo a tomografia de crânio, não são exames de escolha para o diagnóstico das meningites, mas são indicados quando há alteração focal no exame neurológico, ou se há sinais de hipertensão intracraniana (dor de cabeça, vômitos e confusão mental), ou crises convulsivas, no início do quadro, sem sinais infecciosos gerais.

Como se trata? O tratamento das meningites agudas é considerado uma emergência, principalmente se a suspeita etiológica for bacteriana. Ele deve ser iniciado o mais rápido possível e com antibióticos administrados via endovenosa, pois o paciente corre o risco de vida e de apresentar seqüelas graves nestes casos. Na suspeita de meningite crônica, como aquela provocada pela tuberculose, o tratamento pode ser administrado via oral, sendo que o mesmo se prolonga por semanas.

Como se previne? A prevenção é possível nos casos diagnosticados e com certeza da doença. O uso de máscaras e a profilaxia com antibiótico podem prevenir a meningite das pessoas que estiverem em contato próximo a um paciente que esteja com a infecção.

Do ABC Saude

terça-feira, setembro 01, 2009

BRAVA GENTE BRASILEIRA

BRAVA GENTE BRASILEIRA


Dando vida à idéia do Languardia (Brasil - Liberdade e Democracia), a campanha de conscientização política em torno do 7 de setembro já está praticamente pronta. Estou felicíssima em ter criado a imagem do movimento e, abusada, ainda sugeri as instruções!

A
gora só falta a adesão de cada um de vocês leitores, amigos, indignados e blogueiros. Temos que lutar por um país mais ético, moral, honesto e livre. As Excelências precisam saber que, ao contrário delas, por incrível que pareça, há BRASILEIROS apaixonados por este país!

Conclamo todos a abraçar essa campanha que se estenderá de 07 a 20 de setembro.

As regras da campanha são as seguintes:

1. Durante o período de 07 a 20 de setembro, exibia a imagem do logo como o primeiro post de seu blog ou deixe-a fixa no topo da barra lateral;

2. O texto padrão junto ao logo deve ser:

"BRAVA GENTE BRASILEIRA, LONGE VÁ TEMOR SERVIL!
Comemoramos o Dia da Independência do Brasil, resgatando nosso patriotismo adormecido e protestando contra os abusos, a corrupção e a impunidade de uma classe política que zomba e se lixa para nós. Repasse essa campanha adiante. Nosso país agradece".

3. Exiba a imagem e o texto em todos os perfis que possuir (orkut, twitter, gmail, facebook, myspace, MSN, etc);

4. Envie esta mensagem também para:
- Senado Federal: Alô Senado http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop/?page=alo_sugestoes&area=alosenado
- Câmara Federal: Fale com o deputado: http://www2.camara.gov.br/canalinteracao/faledeputado
- Supremo Tribunal Federal – Central do Cidadão - http://www.stf.jus.br/portal/centralCidadao/enviarDadoPessoal.asp- Procuradoria Geral da União - pfdc@pgr.mpf.gov.br
-
Presidência da República – Fale com o Presidente - https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php


5. Enviem essa campanha (imagem, texto e instruções) por email para toda sua lista de contatos, para todos os seus conhecidos, para os seguidores de seu blog, para as autoridades de seus municípios, para os jornais, revistas, rádios e emissoras de TV, etc.

Contamos com a colaboração de todos. Nosso país agradece!

Via Blog da Thays